Piscina negra
Da vergonha do que somos
Da pobreza que criamos
Do abandono social que alimentamos
Piscina negra
Do sangue que exploramos
Piscina negra
Da riqueza material que acumulamos
Piscina negra
Da desumanidade que transpiramos
A própria culpa do mal que praticamos
E do amor que nós mesmos teatralizamos
A nós mesmos nos enganamos
Que a vida dignificamos


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