terça-feira, 24 de junho de 2014

Direito a liberdade de expressão

O direito a liberdade de expressão, e a defesa ao direito a liberdade religiosa permitem que muitos escrevam textos, alguns do ponto de vista plásticos maravilhosamente lindos, acerca de deus, de um deus, da fé, do místico e etc. Agora, o direito a liberdade religiosa há de incluir também o direito a liberdade de não religião, de não crença, seja de algum materialismo, ateísmo ou mesmo agnosticismo. Antes que me critiquem, eu sei que todo materialista há de ser ateu, mas o contrário não é uma verdade absolta, nem todo ateu há de ser materialista, por isso preferi incluir as duas colocações. 


Exatamente pelo direito a liberdade de expressão, diferentes textos, de diferentes correntes podem ser compostos e tornam-se livre para acesso e leitura. Como livre pensador e libertário, leio textos de cunho religioso até mesmo para buscar entender o porque e o como as religiões são tão poderosas no convencimento humano. Eu leio e ouço sobre o que não creio, e aceito de mente aberta porque sou um defensor nato da liberdade de expressão (posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei com total emprenho que tenhas liberdade para dizê-lo – já falava um grande pensador), mas exijo em contra partida o mesmo direito a me expressar livremente. Tenho que admitir que muitos textos, não fosse a referência a um deus, eu assinaria em baixo por concordar plenamente com o sentido geral destes. Agora, muitos dos que advogam o direito a liberdade religiosa se esquecem da liberdade de expressão e criticam meu ateísmo, como se ofendesse a fé deles. Ouvi hoje que é uma ofensa a fé católica, ou mais genericamente a fé cristã, os movimentos de manifestação, como os das vadias, ou dos gays e lésbicas, entre outros. A crítica destes movimentos não é contra a fé individual de cada um, é somente contra a fé teatral, a crítica destes e de outros movimentos de revolta é principalmente contra o poder destas religiões, que obviamente se materializa nos seus líderes. A revolta não é contra o crente, aquele que crê, e sim contra os dogmas, os preconceitos, a opressão e a exclusão natural que muitas destas religiões imprimem. No caso da igreja católica, uma instituição multimilionária, uma das maiores proprietárias de terras do mundo, não pode se ofender quando movimentos legítimos lutam por seus direitos, desde que praticantes de seus deveres, principalmente porque ao longo do tempo ela passou por situações que, estas sim, deveriam ofender a sua moral: Possui o Vaticano graças a Mussolini, benzeu canhões nazistas, ofendeu judeus, matou gatos, fez a inquisição, perseguiu e guerreou contra mulçumanos, financiou cruzadas, matou parteiras e curandeiros, possui bancos, que hoje tem como um dos seus cardeais um fabricante de navios de guerra, e que se aproveita do que pode para justificar a fé e esconde para debaixo do tapete o que consegue em nome da mesma fé. Os movimentos em si são contra as igrejas, seus dogmas e preconceitos, e não contra os religiosos. O próprio conceito de liberdade religiosa deve impor um estado laico, pois que neste estado de liberdade, todas as religiões devem ter o mesmo tratamento, e somente um estado laico pode garantir este direito, que jamais pode ser o das maiorias, e sim o de todos, com total respeito as minorias. 

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