Horas sou um estranho que se esconde na vergonha de não ser o que sou, e outras horas sou um estranho que não sendo se esconde no que sou.
Sou enfim um estranho em plena falsidade de não ser o que deveria ser, verdadeiro apenas em plena síntese da omissão irresponsável de mim mesmo, frente ao social, ao humano e ao natural.
O estranho, é que não mais estranho, ser estranho ao que eu deveria ser.

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