Prefiro uma solidão atuante, à hipocrisia dos falsos amigos.
Prefiro o isolamento de quem faz, à impostura de muitos humanos.
Prefiro o abandono crítico em mim mesmo, ao fingimento, à mentira e ao embuste de ser o que não sou.
Prefiro me expor, ser mal entendido ou mesmo perseguido, a ser conivente, por inação, pela situação de desmando dos poderes políticos, econômicos, religiosos, sociais ou corporativos de nossa sociedade.
Prefiro me sentir racional e socialmente útil, a ser um vivente apático, amorfo, insensível, e indiferente que se crê feliz.
Prefiro ser um revoltado que fala, grita, se expõe e busca fazer, à ser desumano por omissão ou inação.

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