quinta-feira, 31 de julho de 2014

Eu não vivo porque sou


Eu não vivo porque sou, mas eu sou porque vivo.

Eu não sou ideal, místico ou transcendental, eu sou real, material, físico e imanente. 


Não sou projeto, desejo, ou a imagem e semelhança de algo pela criação de algum ser sobrenatural, sou o resultado de alguns bilhões de anos de evolução, sou o resultado de erros de cópias que se especializaram e foram sendo paulatinamente selecionados naturalmente, por seleção de grupo, por simbiose ou por seleção sexual, ou mesmo algum outro tipo de seleção que desconheça, mas todas elas imanentes e naturais, sou também o resultado de algumas dezenas de milhares de anos de evolução cultural, sou filho de homo sapiens, por isto sou também homo sapiens. 

De novo, eu não vivo porque sou, mas eu sou, unicamente, porque vivo.

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