sábado, 2 de agosto de 2014

A eternidade do antes

A eternidade do antes de nós, para nossa subjetividade do viver, é um nada, nunca existiu em verdade para nós, para nosso psíquico, para nossa experimentação. Foi um nada de tempo, um nada de espaço, um nada de energia, um nada de matéria, nada do todo, nada no todo, e um nada de nada, um momento, um instante, que nada foram, um nada em nossa realidade que inclui o antes de nós, e incluirá também o depois de nós, que outro nada, para nós, será, nenhum instante. Para nós nunca existiu o antes de nós e nunca existirá o depois de nós.


O nada de antes fecha o ciclo com o nada do depois. Uma realidade curta existe entre os nadas, e é a exceção que comprova a regra do nada de antes e o nada do depois de nós, para nossa realidade.

A eternidade do antes, do nada do antes de nós, para nós, nos assusta, não pelo nada que antes foi, que não é nada para nós, mas sim pelo nada de nós que vira depois de nós. Tememos a morte, não pela morte em si, mas sim pelo nada que nos tornaremos com ela, e de onde nunca mais será possível sair, o nada eterno, mesmo que o eterno não seja infinito em tempo, mas para nós, isto já não mais fara sentido.

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