segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O agora

Solitário? Às vezes, entretanto nunca abandonado dos muitos que sou.
Olho para a sociedade e percebo muito do descaso humano que cada vez mais se faz lugar comum em nossa caminhada.
Vejo a sociedade solitária? Certamente que não. Também não vejo seres solidários, talvez alguns, vejo grupos, percebo interações, mas não percebo, como coisa comum, solidariedade, altruísmo, empatia, ou benevolência e respeito social.


A sociedade está dispersa e corroída pelos interesses pessoais, de grupos, e pelos interesses econômicos, todavia os seres individuais acabam realizando um viver algo colaborativo, desde que esta característica envolva os nossos, os iguais, ou aqueles que temos algum tipo de interesse, ou necessidade. 

A sociedade hoje representa muito mais a máquina econômica e política do que um corpo social ou um ambiente humano. Somos peças na engrenagem da produção, somos alvo da catequese da mídia dominante, somos robôs humanos que repetimos ser independentes, quando reproduzimos, no geral, os interesses do poder. 

Mas parece que ainda existe alguma luz no presente desta sociedade, alguns jovens parecem ter percebido que o futuro só existe na mente, e que é no presente que se faz alguma transformação social, política e econômica. Haaa... os jovens, aqueles que irresponsavelmente chamávamos alienados. Os jovens, vocês são a força motriz do presente que se descortina como contínua nova realidade. Vocês merecem meu respeito, não se acanhem, vamos transformar este país, vamos dar à política o brilho e a importância que ela merece, e que nós merecemos, vamos dar à sociedade aquela dignidade humana que ela merece e que necessitamos, vamos crescer juntos com a transformação que podemos construir, no aqui e no agora, sempre no aqui e no agora.

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