segunda-feira, 21 de julho de 2014

Se você pensa que sabe o que eu sou

Se você pensa que sabe o que é que eu sou, talvez eu seja, talvez já o tenha sido, talvez venha um dia a sê-lo, ou mesmo talvez seja em parte, ou parte do que sou seja o que pensas que sabe. O “volume” espaço-temporal que ocupo, ou do qual sou um elemento participante, enquanto existo, pode não ser “volumoso” o bastante para permitir que a probabilidade de eu ser, ter sido, ou vir a ser o que pensas, possa se realizar. Não se sinta triste por isso, eu também acho que sei o que eu sou, quem eu sou, e o como eu sou, mas é um ledo engano, eu sei somente parte do que sou, muitas vezes apenas acho que sei o que sou, do como sou e do quem sou, não sendo exatamente como penso, mas assim somos todos nós. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Certo

Certo?

Muitas vezes sequer temos certeza de que erramos, não percebendo nossos erros, e mesmo quando nos apontam estes, encontramos desculpas e justificativas para, mesmo contra evidências, nos enganarmos de que não erramos. Outras vezes somente percebemos nossos erros, ou que estamos próximos do erro, quando o erro já é certo, ou quando o erro não mais pode ser evitado e já é, ou será, um erro de fato. Sim, erramos, conscientes ou inconscientes, aceitando ou discordando erramos, e certo é que cada erro cria raízes, inicialmente superficiais, que deixará legado, e que maculará com sequelas todo o porvir.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Viver não é simples

Contrariando alguns, entendo que viver nunca foi simples. Entendo que simples é morrer. Um instante sou parte do tudo, e no outro instante sou parte do nada. A simplicidade da morte nos assusta, não pela morte em si, mas pelos apegos que temos em vida. Temos medo da morte, creio eu, porque entre muitas outras coisas nunca vivemos plenamente, simplesmente porque viver é difícil, e viver plenamente, frente a turbulenta realidade existente, é praticamente impossível. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Enxergar deve ter sido realmente muito importante

Enxergar deve ter sido realmente muito importante para a sobrevivência ao longo dos muitos e muitos milhões de anos, e o foi. Toda e qualquer vantagem evolutiva na percepção dos predadores e das presas, dos caçadores e das caças, e mesmo para os coletores na mais fácil percepção de frutos, folhas, grãos ou raízes, era uma vantagem aproveitada para a sobrevivência e para a procriação. Uma prova disso é a quantidade de diferentes vezes em que a visão, em inúmeros diferentes graus de sensibilidade e foco evoluiu, em diferentes espécies, em diferentes tipos de “olhos”, e em diferentes épocas. Olhos estes que variam de simples superfície foto sensível, até olhos bem elaborados e suportados por um circuito neural variado, circuito este que no animal homem possui cerca de 30 diferentes áreas cerebrais envolvidas no processo da visão. “Visão” esta que varia de mera percepção a um comprimento de onda, até a capacidade de criar uma percepção imaginaria da própria visão, que encontra na espécie homo sapiens a capacidade de visualizar uma cadeira com asas voando, ou mesmo um cavalo alado como se o estivéssemos vendo em realidade.  Como um exemplo rápido da variedade de olhos e processos de visão podemos citar olhos do polvo e o do homem, animais tão díspares, cabendo informar que o  último espécie comum entre o polvo e o homem era um animal aquático sem olhos, o que demonstra que a evolução independentemente selecionou o olho-visão como realmente algo importante, não uma vez, mais diversas vezes. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Direito a liberdade de expressão

O direito a liberdade de expressão, e a defesa ao direito a liberdade religiosa permitem que muitos escrevam textos, alguns do ponto de vista plásticos maravilhosamente lindos, acerca de deus, de um deus, da fé, do místico e etc. Agora, o direito a liberdade religiosa há de incluir também o direito a liberdade de não religião, de não crença, seja de algum materialismo, ateísmo ou mesmo agnosticismo. Antes que me critiquem, eu sei que todo materialista há de ser ateu, mas o contrário não é uma verdade absolta, nem todo ateu há de ser materialista, por isso preferi incluir as duas colocações. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Estranho

Horas sou um estranho que se esconde na vergonha de não ser o que sou, e outras horas sou um estranho que não sendo se esconde no que sou.

Sou enfim um estranho em plena falsidade de não ser o que deveria ser, verdadeiro apenas em plena síntese da omissão irresponsável de mim mesmo, frente ao social, ao humano e ao natural. 

O estranho, é que não mais estranho, ser estranho ao que eu deveria ser.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma sociedade

Uma sociedade que silencia o humano pelo econômico é uma sociedade que exclui e segrega, e não sente vergonha, nojo e nem revolta por sua desumanidade, seu compromisso com o econômico e sua nova aliança com o individualismo.

domingo, 8 de junho de 2014

Linguagem


Entendo ser impossível pensar racionalmente sem uma linguagem. Para mim é a linguagem, o nosso principal diferencial. Talvez até mesmo a tão decantada inteligência seja em si menos importante como diferencial, do que a linguagem, ou seja ela somente é possível em todo o seu esplendor, graças a uma linguagem. Possivelmente, pode até ser admissível que um elefante possua mais poder geral de processamento cerebral que o homem, mas como não desenvolveu a linguagem predicativa e complexa, seu potencial de processamento fica subutilizado.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Prefiro


Prefiro uma solidão atuante, à hipocrisia dos falsos amigos.
Prefiro o isolamento de quem faz, à impostura de muitos humanos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Realidade e Análise Crítica

Como humanos, acertamos e erramos, somos subjetivos, mesmo em nossa objetividade, e somos limitados, múltiplos e fatais.  Como humanos, somos seres sociais, que possuem a curiosidade como uma virtude, e o amor como uma construção. Mesmo que esqueçamos que somos responsáveis pelo ambiente social em que vivemos, que abramos mão da curiosidade frente ao que sabemos e não sabemos, ou que nos omitamos em plena inação de não construir em nós o amor pelos outros, isso não nos omite de mesmo assim sermos responsáveis direta ou indiretamente pelo sistema que aqui está, pela capacidade de sermos ousados curiosos na busca de alguma verdade e conhecimento, ou pela falta de amor e respeito pelos semelhantes e pela natureza. Muitas vezes nos escondemos por detrás de verdades absolutas reveladas ou postadas por detentores do poder ou de autoridades do saber, por acreditar que assim estamos fazendo o melhor para nós mesmos, nos resguardando ou nos salvando para o depois, quando deveríamos de verdade buscar ajudar, salvar, proteger, ou nos comprometer com a justiça e a inclusão social dos outros, com o fim da opressão e da exploração, e com a distribuição humana de bens, oportunidades e bem estar social. Aqueles de nós que possuem certezas absolutas de tudo, absolutamente ignoram seu limite. A curiosidade nos move à frente, nos faz vanguardeiros na busca de real conhecimento, e aliada com o ceticismo, este potencializa e dá mais vida à curiosidade, e naturalmente nos forçam a ir mais longe e a buscar com maior dedicação e coragem algum conhecimento. Agora, somente conhecimento é de pouca valia, pois que somente a ação, o comportamento e o comprometimento podem realmente fazer bom uso do conhecimento, pela dignidade humana e social, e pelo bem de todos e da natureza.