Amar é ser se doando, e é se doar sendo.
Amar é uma questão de compromisso e de pacto para consigo mesmo.
Amar é algo de tempo integral, não se ama em meio expediente, ou de forma parcial.
Amar é um ato em primeira pessoa, sempre.
Amar não é fazer troca, e nem um ato de parceria.
Amar não é um ato de compensação, ou um negócio pactuado a mais de um.
Amar é biológico, hormonal, e neuronal.
Amar é buscar sempre alguma racionalidade, ninguém ama sem racionalidade, e espero que ninguém seja racional sem algum tempero de amor.
Amar impõe atitude e comprometimento, o amar não existe na inação, na omissão ou no blefe.
O amor é sempre um ato pessoal, eu amo. O nós nos amamos não é necessário, pode até ser um grato adicional. Se para amar necessitamos de retorno, isto pode ser tudo, menos verdadeiramente amar.
O amor é gratificante, exatamente porque é humano, porque necessita ser construído, não nasce do nada, não nasce com ninguém, não o recebemos por doação, merecimento ou hereditariedade. O amor é assim, para mim, um algo totalmente imanente e natural, sem nenhum viés místico ou transcendental, mas com muito de decisão, vontade, ousadia e respeito, mas no fundo, é mais do que tudo isto, é uma construção que nos dignifica enquanto humanos.
Por tudo isto, amar de verdade é muito complexo e assim é coisa para muito poucos, se o é plenamente para alguém, então, como não consigo amar de verdade a todos, o tempo todo, em qualquer lugar, em especial aos que não conheço ou a aqueles que possuem valores muito diferentes dos meus, trabalho o valor do respeito ao semelhante, que é por si só muito mais palpável e fácil de construir, e é, pelo menos, um primeiro passo para o verdadeiramente amar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário