segunda-feira, 10 de março de 2014

Perdão

Se o perdão é somente para os fortes, prefiro ser um fraco, mas exigir a devida punição a todos que cometam seus erros. Isto vale para mim, para meus filhos e para todo mundo.


Prefiro ser um fraco, mas colocar a vida acima de tudo, colocando a dignidade humana como desafio máximo, e assim prefiro não ceder uma vírgula na busca de justa pena para aqueles que de alguma forma sujaram a dignidade humana. Prefiro o nojo, o asco, o repúdio e a punição para os que maculem a vida e sua dignidade humana, social e natural, pois em minha fraqueza ouso defender com unhas e dentes, conforme puder, esta dignidade.

Se o erro não é digno de punição, não é erro, e assim não tem porque eu ter alguma mágoa daquele ato, e de novo não há porque perdoar. Se o erro é digno de punição, que esta seja conseguida.

Os fracos é que precisam de perdão, divinos e humanos, para continuarem vivendo suas fraquezas e repetindo os mesmos erros, porque “sabem”, ou creem, que serão perdoados, que bastará um perdão, e que assim continuam passiveis de alcançarem o bônus maior que é viver agarrados a um porvir, que pode sequer existir, assim o perdão, nestes casos é também interesse pessoal.


Da mesma forma que podem afirmar que o perdão é para os fortes, eu posso também afirmar que o mesmo perdão, é sim, coisa para os fracos, medrosos ou interesseiros, o que eu prego é a justiça.

Não prego a vingança, prego a justiça, mas não serei eu quem julgará a necessidade de vingança, cabe a cada um esta análise, mas cabe a todos exigir justiça e punição a quem faz ou fez o mal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário