Se o perdão é somente para os fortes, prefiro ser um fraco,
mas exigir a devida punição a todos que cometam seus erros. Isto vale para mim,
para meus filhos e para todo mundo.
Prefiro ser um fraco, mas colocar a vida acima de tudo,
colocando a dignidade humana como desafio máximo, e assim prefiro não ceder uma
vírgula na busca de justa pena para aqueles que de alguma forma sujaram a
dignidade humana. Prefiro o nojo, o asco, o repúdio e a punição para os que
maculem a vida e sua dignidade humana, social e natural, pois em minha fraqueza
ouso defender com unhas e dentes, conforme puder, esta dignidade.
Se o erro não é digno de punição, não é erro, e assim não
tem porque eu ter alguma mágoa daquele ato, e de novo não há porque perdoar. Se
o erro é digno de punição, que esta seja conseguida.
Os fracos é que precisam de perdão, divinos e humanos, para
continuarem vivendo suas fraquezas e repetindo os mesmos erros, porque “sabem”,
ou creem, que serão perdoados, que bastará um perdão, e que assim continuam
passiveis de alcançarem o bônus maior que é viver agarrados a um porvir, que
pode sequer existir, assim o perdão, nestes casos é também interesse pessoal.
Da mesma forma que podem afirmar que o perdão é para os fortes,
eu posso também afirmar que o mesmo perdão, é sim, coisa para os fracos,
medrosos ou interesseiros, o que eu prego é a justiça.
Não prego a vingança, prego a justiça, mas não serei eu quem julgará a necessidade de vingança, cabe a cada um esta análise, mas cabe a todos exigir justiça e punição a quem faz ou fez o mal.

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