O estado deve ser laico, até mesmo para resguardar a liberdade democrática de profissão de fé, de culto religioso e de não fé, de crença ou de descrença em algo transcendental. O estado deve ser laico para garantir tanto as maiorias quanto as minorias religiosas ou não os mesmos direitos, liberdades e deveres. Porque a religião A deve ter algum privilégio sobre a B ou sobre aqueles que não professem religião alguma, mesmo tendo suas crenças místicas, ou mesmo sobre aqueles que não possuem religião porque não creem em deus algum? Porque o catolicismo deve ser melhor que o evangelismo, que o hinduísmo, que o islamismo, que o judaísmo, que a umbanda, que o espiritismo ou mesmo que o ateísmo? Porque o monoteísmo teísta deve ser melhor que o monoteísmo deísta, o politeísmo, o panteísmo, ou o ateísmo? Porque o livro sagrado A deve ser melhor que o livro sagrado B, ou mesmo melhor do que nenhum livro sagrado? O estado deve ser laico, exatamente porque muitas são as formas de crer ou não crer, e cabe ao estado garantir mesmas liberdades, mesmas obrigações e deveres, e os mesmos direitos a todos.
Caso contrário o estado tende a ser dono da verdade e a naturalmente incutir a ditadura da maioria, como se sua fé e sua “moral” fossem a melhor e a mais correta, contra princípios religiosos da minoria ou dos descrentes religiosos.
Independente do que somos, existem irmão com crenças religiosas diversas, e o estado não pode proteger ou valorizar mais uma religião em relação a outra, existem também os sem crenças religiosas alguma que merecem o mesmo respeito. A maioria é católica, os evangélicos estão crescendo, mas existem o espiritismo, o espiritualismo, a umbanda, o islamismo, o hinduísmo, o candomblé, o judaísmo, os wiccas e muitas outras inclusive os ateus, e não é por que são minorias que merecem o descaso ou a perseguição, tanto do estado quanto dos que professam a fé da maioria dominante, ou daqueles grupos em crescimento.

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