quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pela mesma mão

Um ser humano que se submete, abrindo mão de lutar pelo que merece, merece ser submetido pela mesma mão que lhe subtrai a dignidade humana.

Um ser humano que se submete, abrindo mão de seus direitos e se eximindo de seus deveres, merece ser submetido pela mesma mão que lhe subtrai os direitos e lhe cobra desumanos deveres.


Um ser humano que se submete, abrindo mão de ser livre com responsabilidades, merece ser submetido pela mesma mão que lhe catequiza a mente e lhe subtrai a liberdade humana.

Um ser humano que se submete, abrindo mão de ser crítico, de ser um livre pensador e de racionalizar sua realidade de vida, merece ser submetido pela mesma mão que lhe subtrai o direito a livremente pensar e a livremente expor suas opiniões.

Um ser humano que se submete, abrindo mão de ser um revoltado pelo que aqui está de desumano, de insensível, e de excludente social, merece ser submetido pela mesma mão que lhe subtrai o pleno direito de ser um humano-social.

Um ser humano que se submete, abrindo mão de participar ativamente das decisões e das transformações sociais necessárias, merece ser submetido pela mesma mão que lhe exclui socialmente, lhe veta o direito a dignidade humana, lhe oprime e explora, e ainda por cima lhe exige aceitação e docilidade.

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