Nossa mente odeia se sentir perdida ou sem entender o que se passa, quando observamos dados, fatos ou acontecimentos, e assim nossa mente logo se esforça por encontrar padrões que entenda significativos, mesmo que na prática possam não ocorrer ou existir tais padrões, ou eles não sejam nada ou quase nada significativos, sejam até mesmo desprovidos de significado algum, e isto, esta tendência natural é reforçada pelas crenças que possuímos. Baseado em nossas crenças e nos padrões que acreditamos ter percebido, logo nos pomos a dar valores, significados ou intenções a estes padrões.
Somente nos sentimos minimamente confortáveis quando nos acreditamos capazes de explicar o porquê das coisas e dos fatos, assim, somos em geral, naturalmente avessos ao caos.
Uma vez que temos crenças, nosso cérebro trata sempre de procurar e encontrar “evidências” que corroborem, justifiquem, reforcem, ou validem nossas crenças, mesmo que tais “evidências” sejam falaciosas ou simplesmente criadas ou deturpadas pelos filtros de nossas crenças. Assim que achamos ter encontrado estas “evidências” acabamos por reforçar mais ainda nossas “certezas”, reforçando cada vez mais nossas crenças.
Voltaire comentava:
“Todo homem é uma criatura da época em que vive, e muito poucos são capazes de se colocar acima ou a frente das ideias do tempo em que vivem.”

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