segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nunca serei uma estrela

Nunca serei uma estrela, mas já fui de alguma (todos os meus átomos). Eu, você e todos nós, mais ainda, praticamente tudo o que existe em nosso sistema solar, já foi parte de alguma estrela que terminou em uma supernova, e espalhou poeira estrelar que veio a dar origem ao nosso sistema solar. A menos de, talvez, pequeníssima porção de hidrogênio, deutério ou talvez menor ainda porção de hélio, que já poderiam vagar pelo espaço, ainda originários do bigbang, todos os demais elementos e mesmo a maior parte do hidrogênio, hélio são poeira das estrelas, que ao chegarem ao seu fim liberaram de forma poderosa todos os elementos químicos que existem em nosso sistema solar. As estrelas são os poderosos fornos siderais que produzem todos os demais elementos químicos.


Quando olhamos para o céu (de dia o nosso sol, a noite as estrelas), vemos a poderosa força natural que produz elementos, e graças a elas podemos hoje estar aqui. Perdoem-me aqueles que creem no místico e no transcendente, mas gastamos nosso tempo reverenciando entidades invisíveis, quando nossa verdadeira origem brilha latente nos céus, de dia e de noite.

Nunca serei uma estrela? Eu, enquanto ser, ente ou pessoa realmente nunca serei uma estrela, mas eu enquanto os elementos, ou a matéria que me compõe talvez venha sim a ser parte de uma estrela. Quando nossa majestosa estrela estiver chegando ao fim de sua vida estrelar, ela se expandirá e poderá englobar em seu raio expandido o nosso hoje lindo planeta, antes de encolher-se agora até tornar-se uma estrela anã, e assim volto a fazer parte de uma estrela. Alguns dirão, mas até lá você terá morrido a muito tempo. Sim. Já terei morrido, mas como a matéria em si não decai totalmente, ou decai totalmente em tempo absurdamente enorme, meus átomos permanecerão por aqui, fazendo parte de outros corpos, de outros objetos, ou de algo em nossa natureza exuberante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário