A verdade é aquilo que somente um deus perceberia, sentiria, veria, ou saberia, se algum deus realmente existisse, todo o resto é mera interpretação desta verdade, aproximação ou simplificação daquela verdade absoluta em si mesma, ou então é uma falsidade pura, uma mentira aberta. Isto não significa que não sejamos capazes de termos conhecimento completo de algumas verdades, o que nos faltará é a certeza de que seja aquilo que sabemos, toda a verdade. Caso mais aprofundemos nossa viagem pelo submundo da realidade, ou se alterarmos a ordem de grandeza de nossa análise, podemos acabar nos deparando com mais verdades, ou alterações naquela verdade que julgávamos saber.
sábado, 23 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
A racionalidade pode ser independente do paradigma da consciência
O estudo da consciência é para mim de suma importância, principalmente para desmistificar alguma transcendência do ser, alguma “sobrenaturalidade” do ser eu, minimizando a importância da consciência frente ao subconsciente dos múltiplos eus, ou pedaços de eus, que me habitam, mas o paradigma da consciência, mesmo que ainda longe de uma certeza absoluta, não impede, ou não distorce o entendimento e o conceito da racionalidade, posto que este, o racional, não obstante ser praticado por um sujeito, subjetivo em si mesmo, não é, não deve, e não pode ser subjetivo em si mesmo, a menos do fato de ter de aceitar como verdadeiras e aceitáveis as decisões que apenas como você podem ser equalizadas e acordadas.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Nunca serei plenamente feliz
Uma vez que não posso, nunca poderei, ser plenamente feliz, pois o sofrimento, não necessariamente o meu, mas o de milhões de irmãos em espécie, me impossibilita disto, a menos que abrisse mão de algum comprometimento social e humano, assim, já me contento plenamente em não ser infeliz. Uma vida com alguns momentos felizes, e com o mínimo de infelicidade, já me é um viver agradável, digno, humano e o que é mais importante, possível, e suportável. Se longe do ideal, mas perto do tolerável, mas é bom que assim o seja, pois que, sentir a dor dos outros, sofrer indiretamente com eles, sentir o incomodo deste sofrimento, é necessário para que não nos isolemos da dor alheia e não nos omitamos de nos expor por alguma transformação nossa e desta realidade.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
O agora
Solitário? Às vezes, entretanto nunca abandonado dos muitos que sou.
Olho para a sociedade e percebo muito do descaso humano que cada vez mais se faz lugar comum em nossa caminhada.
Vejo a sociedade solitária? Certamente que não. Também não vejo seres solidários, talvez alguns, vejo grupos, percebo interações, mas não percebo, como coisa comum, solidariedade, altruísmo, empatia, ou benevolência e respeito social.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Somos
Somos um pouco de muitas coisas, entre elas somos um muito daquilo que nos lembramos, consciente ou inconscientemente. Somos também aquilo que esquecemos, e também um que daquilo que não queremos lembrar, e para complicar somos sempre um algo novo, diferente daquilo que acabamos de ser. Somos parte consciente, e em muito maior parte somos inconsciente, não por sermos necessariamente alienados, mas sim porque somos o que se processa no submundo inaudível do nosso circuito neural. Somos uma revolução sináptica ocorrendo em tempo real, somo uma mente que se transforma por transformação de nosso cérebro. Somos assim, em essência, eternos desconhecidos, eternos “mutantes” enquanto seres mentais.
sábado, 2 de agosto de 2014
A eternidade do antes
A eternidade do antes de nós, para nossa subjetividade do viver, é um nada, nunca existiu em verdade para nós, para nosso psíquico, para nossa experimentação. Foi um nada de tempo, um nada de espaço, um nada de energia, um nada de matéria, nada do todo, nada no todo, e um nada de nada, um momento, um instante, que nada foram, um nada em nossa realidade que inclui o antes de nós, e incluirá também o depois de nós, que outro nada, para nós, será, nenhum instante. Para nós nunca existiu o antes de nós e nunca existirá o depois de nós.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Eu não vivo porque sou
Eu não vivo porque sou, mas eu sou porque vivo.
Eu não sou ideal, místico ou transcendental, eu sou real, material, físico e imanente.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Política
Política é nobre, política é vergonhosa, politica é necessária, politica é desnecessária, politica é a salvação, politica é a perdição....
Politica: “….Política é a habilidade para tratar das relações humanas com o objetivo de obter os resultados desejados. Ainda, segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, é a ciência dos fenômenos referentes ao Estado. Um sistema de regras relativas à direção dos negócios públicos...”.
sábado, 26 de julho de 2014
Poder
Induzido por uma colocação de Foucault, ouso dar a ela uma roupagem minha:
Onde há poder, qualquer tipo de poder, aí há o germe da rejeição e da discórdia, e aí fermentará a possibilidade de revolta.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
A Vida
A vida é muitas coisas, entre elas a vida, a nossa vida, o viver esta vida é algumas vezes entendido também como uma espécie de jogo, cujo último lance é aquele que nos tira eternamente deste jogo. Seria a vida é um jogo real? Daqueles que se joga em tempo real? Diferentemente de um jogo em si, o nosso viver não possui nenhum "reset", a perda, o sofrimento e a dor são reais, entretanto, reais também são a alegria, a satisfação, a felicidade e o amor.
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